Análise sintática e concordância

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Análise sintática e concordância

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Nós vamos tratar de análise sintática falando das orações coordenadas assindéticas e sindéticas, e falaremos também sobre concordância.

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00:00 – Boas vindas

00:56 – Análise sintática – Orações coordenadas

19:19 – Dúvida de concordância – Flexão verbal

ORAÇÕES COORDENADAS

As orações coordenadas são orações sintaticamente independentes.

De “grosso” modo, posso dizer que as orações coordenadas são orações de sentido completo.

O conceito de oração coordenada é ser sintaticamente independente, ser sintaticamente independente nem sempre significa ser semanticamente independente, ou seja, ter sentido completo.

Exemplo de uma canção de Reginaldo Bessa:

“O tempo não para no porto, 1º Oração

não apita na curva, 2º Oração

não espera ninguém.” 3º Oração

Observe que neste período existem três orações; temos três formas verbais que são: para, apita e espera.

Observe que na primeira oração a frase tem sentido completo, por isso é uma oração coordenada, neste caso é uma oração coordenada assindética.

Oração coordenada assindética é a oração que não apresentam conjunção, não apresenta síndito.

A segunda e terceira oração também são orações coordenadas assindéticas por não apresentar síndito.

As três orações são independentes.

Uma das razões pelas quais aprendemos o período composto: as vírgulas, sempre que houver orações coordenadas, a vírgula será obrigatória.

Se a frase fosse assim:

“O tempo não para no porto, 1º Oração

não apita na curva 2º Oração

e não espera ninguém.” 3º Oração

Observe que a última oração trata-se de uma oração coordenada sindética, por haver síndito uma conjunção e é sindética do tipo aditiva, pois a conjunção e dá uma clara ideia de soma, de adição.

Orações sindéticas são orações que apresentam conjunção, apresentam síndito.

Outro exemplo, trecho de um livro escrito por Tiago de Melo:

“Faz escuro, 1º Oração

mas eu canto.”    2º Oração

Observe que há duas formas verbais: faz e canto.

Aqui temos duas orações sintaticamente independente,

A primeira oração é uma oração coordenada assindética.

A segunda oração é uma oração coordenada sindética, pois apresenta síndito, pois apresenta a conjunção mas e é sindética do tipo adversativa.

Adversativa porque a conjunção mas dá uma clara ideia de oposição, de contraste.

Sempre que houver uma conjunção adversativa, a vírgula antes da conjunção será obrigatória.

Outro exemplo:

Ela é sua amiga – Oração coordenada assindética

portanto vai ajudá-lo. – Oração coordenada sindética, do tipo conclusiva, pois a conjunção portanto, transmite uma clara ideia de conclusão.

Exemplo canção de Caetano Veloso:

Esqueça os mortos, – Oração coordenada assindética.

que eles não levantam mais”. – Oração coordenada sindética, pois apresenta a conjunção que, sindética do tipo explicativa, pois dá uma clara ideia de explicação.

Dúvida de concordância – Flexão verbal

Diferenças de flexão verbal com sujeito coletivo.

Exemplo: O povo protestou em frente ao Congresso.

Observe que povo é coletivo que requer o verbo na 3ª pessoa do singular. Inadmissível dizer: O povo protestaram.

Da mesma forma: O pessoal saiu e ainda não voltou. Não se admite dizer: O pessoal saíram.

Sempre que houver coletivo, o verbo fica na 3ª pessoa do singular.

Existe um caso porém, em que o verbo pode flexionar-se, se ele estiver distante do sujeito:

O povo protestou em frente ao Congresso e depois seguiu para o Palácio da Alvorada.

Neste caso admite-se usar também seguiram. É chamada de concordância ideológica.

“A moçada está no cio, são donos da madrugada.” (Guilherme Arantes)

Isso se chama concordância ideológica ou silepse, que se refere a gênero e número. 

Na frase seguinte, usou-se os três tipos de concordância ideológica simultaneamente:

Lula lá é a gente juntos para fazer brilhar nossa estrela.

Silepse de número, silepse de gênero e silepse de pessoa.

Um exemplo de uma propaganda de futebol:

Todos (nós) amamos futebol .  

Houve concordância ideológica, concordando com todos amam futebol.

Outro exemplo de uma propaganda antiga da Embratel:

(você) Quer um desconto? Faz (faça) um 21.

(tu) Queres um desconto? Faz um 21.

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